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Sem anistia, policiais militares votam por encerrar motim no Ceará depois de 13 dias 

03 MAR 2020
03 de Março de 2020
Os policiais militares que seguiam amotinados no 18º Batalhão da PM, em Fortaleza, votaram por terminar o motim na noite deste domingo (01/03). Os policiais aceitaram a proposta definida no mesmo dia pela comissão especial formada por membros dos três poderes no Ceará, assim como por representantes dos policiais. Um dos pontos do acordo é que os policiais retornem aos postos de trabalho nesta segunda-feira (2). 

A proposta aceita pelos policiais tem os seguintes tópicos: Os policiais terão apoio de instituições que não pertencem ao Governo do Estado, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública, Ministério Público e Exército; Os policiais terão direito a um processo legal sem perseguição, com amplo direito a defesa e contraditório, e acompanhamento das instituições mencionadas anteriormente; O Governo do Ceará não vai realizar transferências de policiais para trabalhar no interior do estado em um prazo de 60 dias contados a partir do fim do motim; Revisão de todos os processos adotados contra policiais militares durante a paralisação (entenda os processos abaixo); Garantia de investimento de R$ 495 milhões com o salário de policiais até 2022; Desocupação de todos os batalhões onde havia policiais amotinados até 23h59 deste domingo; Retorno aos postos de trabalho às 8h de segunda-feira. As propostas foram apresentadas pelo ex-deputado federal Cabo Sabino, líder dos policiais amotinados e que tem mandado de prisão em aberto por motim. "Vocês acabaram de assinar minha demissão", afirmou Sabino, após a votação.

Principal reivindicação dos policiais para encerrar o motim, a anistia aos militares envolvidos na manifestação não foi atendida pelo Governo do Estado.

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