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Dezoito feridos em conflitos na Venezuela seguem internados no Brasil

06 MAR 2019
06 de Março de 2019
Dezoito venezuelanos feridos em conflitos com tropas de Nicolás Maduro em uma área da Venezuela próxima da fronteira com o Brasil nos dias 22 e 23 de fevereiro continuam internados no Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, informou nesta terça-feira (5) a Secretaria Estadual de Saúde de Roraima (Sesau).
Conforme o comunicado, 23 venezuelanos chegaram ao hospital entre os dias 22 e 24, 19 deles feridos a tiros e três com marcas de agressão. Dois receberam alta médica e três baleados morreram -- entre eles dois indígenas da etnia pemón. Os que seguem internados tem quadro estável.
Os conflitos entre civis e militares ocorreram na comunidade Kumarapakay, em San Francisco de Yuruaní, a 80 Km da fronteira com o Brasil, no dia 22, e em Santa Elena de Uiarén, a 20 km de Pacaraima(RR), no dia 23, ambos na região da Gran Sabana.
Os feridos foram transportados a Roraima em meio ao bloqueio da fronteira por ordem de Nicolás Maduro e a chegada deles levou o estado a decretar calamidade na saúde pública. “Já estávamos com situação crítica no setor da saúde em Roraima. A partir dos conflitos na Venezuela, esse problema se agravou", disse o governador do estado Antonio Denarium (PSL).
A Provea, ONG de defesa dos direitos humanos, classificou os conflitos como "massacre da Gran Sabana" e diz que eles deixaram ao todo 7 vítimas - incluindo as três mortes no Brasil - sendo quatro índios pemones e mais de 50 feridos.
Emílio Gonzalez, prefeito de Gran Sabana, que fugiu para Roraima, denunciou 25 mortes e 84 feridos, mas o número não foi avalizado por nenhuma outra autoridade ou instituição. Ele é opositor ao regime de Nicolás Maduro.

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