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Porto do Açu já liberou 66 mil filhotes de tartarugas na atual temporada reprodutiva

08 FEV 2019
08 de Fevereiro de 2019
Mais de 66 mil filhotes de tartarugas marinhas foram liberados ao mar, na área de monitoramento do Porto do Açu, desde o início da atual temporada reprodutiva, que segue até março. Por isso, a expectativa é de que os nascimentos de tartarugas desta temporada superem o total registrado no ano anterior, quando 67 mil filhotes foram contabilizados. Somando os dados acumulados desde o início do Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas do Porto do Açu, em 2008, já são 865 mil filhotes liberados ao mar.
Como parte das ações de educação ambiental do Complexo do Açu, solturas de filhotes abertas ao público são organizadas em parceria com a Fundação Pro-Tamar e as prefeituras de São João da Barra e Campos. A programação, inserida nas agendas de verão dos dois municípios, começou em dezembro e segue até o dia 23 de fevereiro, com mais quatro solturas.
Para o analista de Meio Ambiente da Porto do Açu Operações, Nayar Mendes, as atividades que contam com a participação da população têm surtido efeito: “A cada nova ação, notamos que a comunidade está mais informada sobre a atuação do Programa e engajada com as boas práticas ambientais. Estamos multiplicando disseminadores locais e, com isso, atingimos um número cada vez maior de pessoas”, afirmou.
O Programa de Monitoramento de Tartarugas Marinhas abrange desde o Pontal de Atafona, em São João da Barra, até Barra do Furado, em Campos. Diariamente, monitores percorrem 62 km de praia registrando qualquer ocorrência relativa às tartarugas. Durante o período reprodutivo, que vai de setembro a março, a equipe ainda tem a missão de localizar os ninhos, identificá-los e acompanhá-los até o nascimento dos filhotes. Um dos intuitos é gerar dados da espécie de forma contínua, ajudando os envolvidos a entender melhor o comportamento dos animais e como agir para preservá-los.
A bióloga Gilmara Coura, que faz parte da equipe de monitoramento, ressalta a importância da colaboração dos banhistas: “A orientação é para que não mexam ou removam as estacas de identificação dos ninhos e não transitem com veículos pela areia. Outra atitude importante é o descarte correto do lixo. A ingestão de resíduos é uma das principais causas de morte dos animais marinhos”, ressaltou.
O Programa atende a diretrizes técnicas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) – Tamar e do Instituto Estadual do Ambiente (INEA).
Fonte: Ascom

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